MORALES QUER FIDEL NA ONU

1 novembro, 2010

Já se falou em Lula. Evo Morales, por seu turno, quer ir mais longe, mais direto ao assunto. Quer Fidel Castro como Secretário geral da ONU. Seria ótimo, claro, quanto mais claras as coisas ficam, melhor. Já passou da hora de a ONU assumir sua pretensão de ser o governo mundial esquerdista.

A sugestão de Morales foi dada na festa de lançamento do livro de Fidel, “De la Sierra Maestra a Santiago de Cuba. La contraofensiva estratégica”. Alguém poderia enviar um ofício ao Ministério do Racismo para saber se as crianças das escolas podem ler este ou se ele também será censurado como Monteiro Lobato foi.

Por outro lado, Fidel tem o perfil certo para o projeto. Por exemplo, hoje foi solto um preso político cubano. Ficou preso 25 anos. Segundo o governo, ele teria assaltado um arsenal do exército com o objetivo de roubar rifles para municiar um grupo de resistência à ditadura Castro. Como se vê, é um homem de pulso, diferente dos molengas brasileiros que não prendem e não punem quem assalta e seqüestra e deixa mortos por onde passa com seu movimento. Bem diferente. Fosse pouco, ninguém sabe dizer ao certo quantos presos políticos existem em Cuba, nem aquele antro de conservadores malvados, a Anistia Internacional.

Sim, essa idéia de Morales é excelente. Aliás, seria um bom começo mudar a sede para Cuba logo de uma vez. Ficaria uma bela flor num belo vaso, bem combinadinho.

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De suínices

29 abril, 2009

Vamos ver se a gente entende. Uma doença, variante fatal duma velha, atinge nem mil pessoas ao redor do mundo é uma pré-pandemia, segundo a OMS da ONU. Já a doença velha, que atinge milhões de pessoas e varia a cada seis meses, não. Por ora morreram coisa de 100 pessoas no México. Cientistas não sabem porque uma variante da gripe comum mata alguns, enquanto a maioria não sofre mais do que com uma gripe muito e muito forte. Por algum motivo, a OMS busca a resposta no vírus e não no corpo dos poucos mortos, como mandaria a boa prudência. Mas a ONU sempre sabe o que faz, então, sosseguemos.

A ONU quer um esforço sobre-humano para evitar uma crise mundial de gripe suína. Considerando a sua vasta experiência em fazer coisas do tipo, sua tremenda eficiência em tudo que se propõe a fazer, é difícil entender porque ainda não a colocamos como nossos tutores imediatamente.

A União Européia quer que a gripe seja chamada de “Nova Gripe”. Criadores de porcos querem que ela seja chamada de “Gripe Mexicana” porque o “surto” começou por lá. Já uns outros tantos querem chama-la de “Gripe Americana” por motivos não expostos, talvez porque o México fique na América ou porque americanos sejam porcos capitalistas.

No Brasil houve alguns casos registrados, sem muita certeza na maior parte, ninguém morreu, nem apresentou sintomas mais sérios que uma gripe forte. Mesmo assim, quem chega do México recebe no aeroporto uma máscara pra sair rua afora. As autoridades não sabem informar se farão o mesmo com que fez apenas uma escala por lá.

O Banco Mundial já liberou um empréstimo de 205 milhões de dólares ao governo Mexicano para combater a doença. Aqui no Brasil, cada vez que se registra mais de dez casos de dengue numa pequena cidade, imediatamente cidades as mais longe uma das outras, começam a registrar casos semelhantes e a cobrar a ajuda emergencial do governo federal. Aqui, qualquer um sabe do que se trata, é a velha política do quanto pior melhor. Como o México, sem sombra de dúvida, é um país muito mais sério que o nosso, ninguém vai dizer que é a mesma coisa “a nível mundial”.

E como avião que voa não dá notícia, a mídia deita e rola, para felicidade dos especialistas, que, novamente, são convocados a explicar o que já foi explicado e a não explicar o que não foi perguntado.

No meio dessa porcaria, surge uma intrigante questão sobre as muitas catástrofes de que nos avisa cotidianamente a turbinada Liga das Nações: estaria a ONU brincando de Ozymandias e correndo atrás do seu Dr. Manhatan? O medo como fator de união e superação de diferenças? Bom, compra quem quer, mas a história já mostrou mil vezes no que é que isso sempre dá.