IRMÃO DE DILMA FICOU FORA DA HERANÇA

20 outubro, 2010


Segundo um jornal Búlgaro, o irmão de Dilma Roussef, que foi largado para trás pelo pai antes de ela nascer, foi passado para trás na herança paterna. Segundo o noticioso da Bulgária, ao saber da morte do pai e que este deixara bens à mancheia por aqui, posto que era especulador imobiliário, ele tentou vir para cá pegar o que lhe era de direito por conta do falecimento do progenitor, mas o governo comunista não o deixou sair de lá. Tempos depois, recebeu uma proposta: US$ 1.500,00 pela sua parte na herança. Seu pai, e de Dilma também, construía casas e as vendia, era um grande empreiteiro ao tempo de sua morte. Imagine-se quantas vezes maior não era o quinhão dele. Mas, vivendo sob o regime duro e vermelho, não tinha como vir para cá. Aceitou. Sempre conforme o jornal búlgaro, ele ainda tentou obter notícias da família e agendar uma visita, mas nunca teve resposta alguma. Pessoa ligada ao pai garante que ele ficou muito rico. Esse jornal é confiável? Sabe-se lá, mas uma coisa é certa, o PT não pode falar nada contra ele porque recomenda sua leitura. Sim, o governo PT, através do Ministério das Relações Exteriores, recomenda a leitura do jornal que agora diz que Dilma e/ou sua família possivelmente passou a perna no próprio irmão e/ou filho. Abaixo, a história completa.

De saída, aqui está a prova de que o Ministério das Relações Exteriores recomenda a leitura do jornal, caso você queira saber algo da Bulgária: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midia-internacional/bulgaria/novinite-sofia-news-agency Então, de acordo com o Itamaraty, se tens a pretensão de obter notícias da Bulgária, leia o Novite. Eles recomendam, então que não reclamem, ora bolas.

Para quem ainda não entendeu, explica-se: o pai de Dilma, Sr. Petar Stevanof Rusev veio para o Brasil nos anos 30, largando na Bulgária o filho de nome Lyuben Rusev. Mudou o nome para Roussef. Achou que Salvador era quente demais, foi para a Argentina. Voltou para cá e se meteu a construir e vender casas. Deu-se bastante bem. Lá pelos anos 40, conheceu a mãe de Dilma em Belo Horizonte. Corre uma nota estranha na net de que Dilma seria em verdade búlgara, mas isto é forçar a barra. Para isso ela teria de ser pelo menos 10 anos mais velha do que é. Ok, não dá para saber a idade dela de jeito nenhum depois de tantas plásticas, mas as fotos velhas deixam ver que ela não tinha cara de sessentona mesmo. Apesar de se mostrar uma imagem de uma suposta certidão de nascimento búlgara com seu nome, é improvável que ela não seja brasileira. O que é certo é que Roussev é um nome judio, como Lyuben, seu irmão mais velho, também é um nome judio. Dilma tem descendência judia e nunca toca no assunto.

A página de abertura do jornal é a seguinte: http://www.novinite.com/

A sua primeira página atual é a que segue abaixo:

Parece algum panfleto político? Não, né? Lembrando, o Itamaraty, chefiado pelo governo do PT, recomenda a leitura desse jornal, coloca-o como fonte de notícias da Bulgária. Se os petistas não gostam dessa história, que reclamem com os jornalistas búlgaros, os quais, o governo de seu partido diz que são uma boa fonte de informação.

Bem, a notícia toda, em inglês, está neste endereço: http://www.novinite.com/view_news.php?id=120755

Mas, resumindo, se trata do seguinte. Atenção que os nomes são de lascar para nossa língua latina.

Petar Rousseff mudou-se para a cidade de Sofia molecote. Lá estudou direito e depois se meteu a negociar tecidos. Teve ligações não muito bem esclarecidas com o Partido Comunista Búlgaro. Seja como for, em razão da ditadura de direita que havia na Bulgária na época, ele se viu metido em encrenca. Depois de um golpe de direita em 1923, a situação política na Bulgária, na década de 1920 foi tensa, com o governo perseguindo os comunistas e outros esquerdistas no chamado “terror branco”. De sua parte, os comunistas responderam com sabotagens e rebeliões armadas, no chamado “Terror Vermelho”, que culminou em 1925 no maior atentado terrorista da história búlgara, a explosão da Catedral de Santa Nedelya. Morreram 134 pessoas.

Quatro anos depois, em 1929, Petar Rusev deixou sua esposa Evdokiya Yankova, que estava no último mês de gravidez, e foi para a França, fugindo da ditadura. Ela e seu filho Lyuben-Kamen Rusev, não ouviram falar dele por 18 anos, sempre acreditando que ele tivesse morrido por aí. A primeira notícia veio só em 1948, quando já estava no Brasil.

Depois de estabelecido no Brasil, ele veio a conhecer Dilma Jane Silva, com quem se casou em Belo Horizonte. O casal teve três filhos – Igor (nascido em janeiro de 1947), Dilma Vana (nascido em dezembro 1947), e Zana (Tsana) (nascido 1951). A essa altura ele já tinha afrancesado seu nome de Rusev para Rousseff. Esses mesmos dados foram publicados pela revista Piauí e Dilma nunca contestou nada daquela reportagem, incluindo seu passado terrorista.

Lyuben Kamen Rusev era o meio irmão búlgaro de Dilma Rousseff. Ele nunca conheceu seu pai. Tornou-se engenheiro e trabalhou na construção de várias grandes represas na da Bulgária.

A essa altura, a Bulgária já era um protetorado soviético, os comunistas locais foram municiados pelos governo russo e tomaram o poder. Lyuben tinha problemas constantes com regime comunista, principalmente porque em 1947 entrou para o Partido Social-Democrata da Bulgária, que fez parte da Frente Coalização Pátria , que incluía aí o Partido Comunista Búlgaro (PCB), que governou em 1944-1948. Em 1948, o PCB assumiu o governo e passou a perseguir os membros das outras formações de esquerda. Ou seja, também na Bulgária os comunistas usaram os moderados de esquerda e depois os trataram como animais. Lyuben ficou marcado para o resto da vida pela sua participação no Partido Social Democrata. Teve vários problemas com o governo e escapou da cadeia por intervenção de um antigo professor.

Após receber a primeira carta de sue, agora Pedro Roussef, Lyuben Kamen Rusev começou a receber regularmente dinheiro do Brasil, em valores não muito expressivos, mas houve uma vez em que ganhou o suficiente para comprar um carro popular usado.

Ele enviou suas cartas para Pedro Rousseff através de búlgaros que viajam para o Brasil, porque ele mesmo não podia mandar cartas ao exterior e tampouco sair do país. A censura búlgara era realmente eficiente e fazia a dos militares brasileiros parecer brincadeira de criança.

Pedro Roussef morreu em 1962 e Dilma Roussef, a mãe, comunicou-o do fato. Na mesma época, ele soube da localmente famosa poetisa Bragryana que seu pai ficou rico no Brasil. Ela e Pedro tiveram fortes laços na Bulgária. Por diversas vezes, Lyuben pediu ao governo comunista autorização para vir ao Brasil tratar dos assuntos relativos à sua herança, mas nunca conseguiu.

Em certo dia, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros búlgaro ele recebeu uma oferta para desistir da sua herança US $ 1.500,00 (mil e quinhentos dólares). Lyuben decidiu aceitar o acordo porque viu que não havia outro jeito de se beneficiar da riqueza do seu pai. Ele recebeu o dinheiro na embaixada brasileira em Sofia. A essa altura do campeonato Dilma Vana Roussef, a filha, já era adulta.

Tocou a vida em frente e, depois que se aposentou em 1990, Lyuben Kamen enviou várias cartas para a família de Pedro Rousseff no Brasil, mas nunca recebeu respostas. Seu sonho era visitar o carnaval no Rio de Janeiro. Ele e sua esposa não tiveram filhos. Lyuben faleceu em 2008, em péssima condição de saúde. Sua esposa morreu no início de 2010.

Dilma Rousseff tem família grande e tradicional na Bulgária.. Alguns são ou foram famosos por lá.

A tia de Petar, Dilma Rayna Kornazheva-Negentsova era esposa de um famoso escritor de histórias infantis, Ran Bosilek (Negentsov Gencho). Sua neta, prima em segundo grau de Dilma, é Ralitsa Negentsova, advogado, porta-voz do Comitê Eleitoral Búlgaro. Está no cargo há muitos anos.

O tio de Petar Rusev, Pedro Roussef, Zahari Kornazhev era o pai de um advogado e social-democrata, o ex-deputado Petar Kornazhev, e do jornalista Tsonyu Kornazhev (ainda vivo).

Tsanka Kamenova é prima em primeiro grau de Dilma Rousseff. Está vivendo em Sófia. Ela é filha de Zahari Rousseff, o mais jovem dos quatro irmãos de Petar Rusev, Pedro Roussef.. Ela diz que sua avó ficou muito feliz quando recebeu uma carta de seu filho Petar Rusev, no ano de 1948, com uma foto da neta Dilma com um ano de idade.

Outro primo de Dilma, Tsvetan Kovachev, filho de Piya Rusev, faleceu, mas sua esposa Toshka Kovacheva diz que quando ela ficou noiva, sua futura sogra a presenteou com um anel de topázio que foi lhe fora enviado por seu irmão Petar Rusev. Belo Horizonte, Minas Gerais, pedras preciosas, topázio. No casamento de Tsvetan e Toshka em 1956, Piya Ruseva, mãe do noive, usava um vestido por Petar Rusev do Brasil.

Essa Piya Ruseva era irmã de Petar Rusev, Pedro Roussef. Ela também era membro do Partido Social-Democrata Búlgaro (PSDB!). O marido dela, Vasil, foi preso em um campo de concentração em 9 de de setembro de 1944, por seu ativismo e envolvimento com o PSDB.

Esse foi o resumo da história da família de Dilma Vana Roussef. Foi publicado por um jornal que o governo petista diz ser fonte confiável de informações sobre a Bulgária.

Dilma não fala muito sobre sua família, quase nada. A começar pela sua descendência judia. Não tem do que se envergonhar. O Brasil é o maior país cristão do mundo, noventa e tantos por cento dos brazucas acreditam em Jesus Cristo, mas isto não implica que seja intolerante com outras religiões. O sincretismo aqui é forte e a tolerância idem. Se já tivemos até um presidente ateu, FHC, um judeu não é nada demais. Seu pai era comunista, ela é comunista, e ela poderia usar isso em seu favor: “sigo as lições de igualdade que meu pai deu” ou coisa que o valha. Bem, não há como entrar na mente dela para saber o que se passa, que sentimentos ela tem da ou para com a família e seu pai e seu meio irmão que nunca conheceu. Deixemos isto de lado.

O fato é que esse passado sombrio, obscuro, pouco falado, comentado, mostrado, torna qualquer candidato à Presidência suspeito. Qualquer um. As ligações de um Presidente precisam ser claras, límpidas, induvidosas. É certo que isso não é exatamente uma tradição no Brasil, FHC nunca foi muito eloqüente em falar de seu pai general ou da verba gorda que recebeu da Fundação Ford nos anos de chumbo, mas isso não é motivo para ser uma prática aceitável.


O Reveillon da Veranista Geriátrica

7 janeiro, 2009

 

Eu vou contar isso só prá vocês, certo? Fica entre a gente, tudo bem? Eu quero que vocês entendam que esse negócio de ano novo é uma merda e fiquem longe dessa bosta. Encham a cara quando bem entenderem, não precisa de dia especial para isso porra nenhuma.

Todo ano tem um ritual nessa merda de família, certo? Todo santo ano é a mesma bosta: vai todo mundo prá aquela mesma casa na mesma praia na mesma última semana de cada ano. É como a droga do especial do Roberto Carlos, é tiro e queda.

E lá fomos nós, tudo de novo, outra vez, novamente, novamente mais uma vez e tal. E fui aquilo de sempre: um bando de gente louca, bêbada e louca e bêbada, a primaiada, a sobrinhada, a tiarada, a sograiada, a cunhadaiada. E aí já viu, tinha corno prá todo lado e lado a lado com o corneante ou a corneante e todo mundo se abraçando e se beijando. O corno beijando a mulher que lhe meteu os chifres, que beijava o cara com que ela tacu chifre no marido, que beijava a esposa, que o chifrou com o marido da primeira e por aí afora. Eu vou te dizer, nêgo não tem vergonha na cara mesmo, fosse comigo, era porrada prá todo lado, eu já chegava sentando o porrete logo duma vez. Mas eu sou só uma velha coroca, é o que eles dizem. Mas presta atenção.

E vai todo mundo prá beira do mar fazer porra nenhuma. E eu lá sou mulher de ficar fazendo porra nenhuma? Se eu quisesse fazer porra nenhuma ficava em casa vendo a merda do Faustão. Então eu faço o que dá prá fazer numa situação dos infernos dessas: encho a cara e vou curtir o mar, largando as baleias prá trás. E olha que essa família ta cheia de baleia, quem não ta gorda tá encalhada.

E nos primeiros minutos da porra do novo ano eu entrei no mar. Tava vestida com um a droga dum vestido de cetim branco porque é outra parte do ritual de tortura de fim de ano. E curti o mar a valer, tava quentinho.

E curti e curti e curti até perder a noção de onde eu tava ou de que horas eram. Lá pela tantas vieram me agarrar, aos berros. Era um tio ou pai qualquer de vocês. Olha, se eles gritassem com suas tias e mães do jeito que gritam comigo, não eram tão cornos. E me arrastaram e acabaram com minha curtição. Perdi um brinco e ganhei uma conjuntivite.

Mas, meus filhos, eu vou te contar, a merda tava só começando. Sempre fica pior, sempre, todo ano, todo santo ano, pode apostar seu rabo nisso.

A bosta do vestido ficou um pouco transparente da cintura pra baixo e daí fui obrigada a cortar todas as minhas fotos, um trabalhão da porra. E isso foi motivo para mais gritaria e caras feias da turma toda. Às vezes eu tenho vontade meter uma foto minha em tamanho natural na parede da sala. Pelada e cagando em pé. Puta que pariu, eles usam coisas que deixam ver muito mais. De dia. De dia! E vêm me atazanar por causa duma calcinha velha aparecendo debaixo do vestido.

E foi isso a merda do réveillon. Tem mais, agüenta que tem mais. Dia primeiro não conta, passou meio em branco. Tava com uma ressaca do caralho, tenho certeza que foi o próprio Satanás que mijou na minha cerveja. E o filho da puta do seu tio, ou do seu, eu sempre confundo quem é quem. E sem falar nos olhos inflamados, parecia que eu tinha levado uma porrada e eu só não digo que levei mesmo porque eu não lembro direito se foi sonho ou se foi verdade que a porca da minha nora, tua mãe me desceu a mão. Mas eu descubro e aí ela que durma de olhos abertos.

Mas tem o dia 2. O traste do meu marido, a filharada e todo o resto da cornaiada e até não sei que merda de parente de não sei quem que veio da Espanha, foram para outra praia. Não tinha lugar pra mim e eu fiquei só no apartamento da praia.

Com os olhos irritados, tomei o resto da vodca que ficou em cima da mesa e me deu na telha procurar uma droga de farmácia. E, claro, só tinha uma aberta na outra cidade, uns cinco quilômetros longe. E lá fui eu.

Cheguei na farmácia do velho Berenildo, o único que tem vergonha na cara e trabalha naquela cidade. Faz uns duzentos anos que a gente se conhece, todo ano ele cuida das minhas feridas de ano novo. Cheguei lá, ele me olhou por cima dos óculos de aro de tartaruga, foi lá pro fundo e voltou com um frasquinho de colírio nas mãos. Encostou no balcão, jogou prá mim e disse,:

– É Sete reais. Pinga quatro vezes por dia por três dias. Tira já essa lente e só bota de volta depois dos três dias.

Virou e foi sei lá eu onde. Larguei o dinheiro em cima do balcão e voltei para casa.

Mas é claro que nada é fácil. O caminho de volta foi debaixo duma merda duma chuva de arder o couro. Meti o meu lindo chapéu de palha, novinho em folha, dentro de um saco e vim que vim.

E isso me lembra uma vez que eu tava num raio dum cruzeiro prá…prá, porra, ah, que se foda, pros quintos dos infernos. Tava um vento do caralho, de envergar o mastro. E eu ficava lçá segurando um outro chapéu que eu tinha ganho do Tony Benett e vai tomar no cu quem não acredita nisso. Um marujo qualquer me vem e diz:

– A senhora me desculpe, mas, bom, viu, é que

– Ô meu filho, desse jeito a criança nasce de atravessado, põe prá fora logo.

– É que o vento está erguendo o seu vestido e a senhora está com as partes expostas.

– Se toca vai, isso aí tem mais de 80 anos, mas o chapéu foi presente do Tony Benett.

Bom, acabei chegando em casa dum jeito que dava até pra torcer. Pensei seriamente em me meter embaixo da secadora de roupas, mas eu tava com diarréia lascada que já tava quase escorrendo pelas pernas.

Mas tem mais, sempre tem. Eu cuidei da porra do chapéu, mas não do celular, que morreu afogado.Eu tentei ressuscitar, tipo uma massagem cardíaca de coisa eletrônica, com um secador de cabelos, mas teve jeito não.

Então fui ligar prá aquela cambada, avisar que eu tava sem celular e descobri que a merda do telefone fixo tava desligado por falta de pagamento. E eu lá ia saber um troço desses que jeito? Tava recebendo, como eu ia saber que não tava fazendo? Mas que povo irresponsável, puta merda.

Outro que morreu afogado foi o raio do talão de cheques. E eu precisava de dinheiro porque tinham me largado lá sem nem um osso prá roer, nem pão velho tinha.

Com uma paciência dos diabos, fui lá a enfrentar a fila de oito quilometros do caixa eletrônico. E o que é que eu descubro quando chega minha vez? Que eu não enxergava a porra dos botõezinhos. Depois da segunda mensagem de erro, pedi ajuda prum velho careca e narigudo, tão enrrugado que parecia que ele tinha trocado a cara de lugar com o saco. Só que o filho da puta era meio surdo e eu tinha que gritar com ele. E o povaréu lá atrás gritava:

– Não fala a senha prá ninguém é perigoso.

– Perigoso é passar fome. E por que em vez de ficar aí gritando não veio aqui me ajudar, caralho?

No fim, o velho conseguiu digitar tudo. E ficou todo mundo ali esperando o resultado. E veio: Senha Bloqueada. Peguei a bengala do velho e comecei a bater naquela máquina estúpida, mas o povo me segurou. Fui embora trocentamente emputecida.

Aí eu tava sem grana, sem telefone, sem ver nada. Eu tenho certeza que Deus me fez viver só prá contar essa porra toda prá vocês.

– Ô mãe, que é que você tá fazendo aí com os meninos? Deixa eles irem jogar videogame, é aniversário do Jubinha.

– Eu não sou tua mãe, se fosse já tinha te dado uma coça por chamar meu neto com um apelido de viado desse. Eu vou dormir que eu ganho mais. E feliz ano novo prá quem merece.

 ***

(thanx Nédier)