QUE INDIVIDUALISMO, CARA PÁLIDA?

10 novembro, 2010

É lugar comum, clichê mequetrefe dizer que a sociedade atual é individualista, ou mais precisamente, já que a sociedade em si mesma não pode ser individualista, que nos tempos atuais todos são uns individualistas safados.

Está longe, por demais longe da verdade. A sociedade hodierna é também chamada de sociedade de massas. Ora, sendo de massas não pode ser do indivíduo, já que os termos são contraditórios. As massas não toleram o indivíduo, ao contrário, todos que se dirigem para estas, estão rumando à diluição de suas personalidades. É certo que toda crítica às massas é perigosa, já que pode traduzir um elitismo ou mesmo um preconceito destrutivo, mas é inegável que são uma espécie de buraco onde todas as idéias, todos os significados se perdem na disformidade. Não é possível falar em indivíduo se este está em processo de negação de sua própria identidade em nome de uma integração por meio de aspectos meramente formais, como linguagem, vestuário, moralidade superficial, preferências gastronômicas, idolatria e assim por diante.

Também se diz que esta sociedade está pautada no consumismo. Outra vez se vê o inverso do individualismo. O consumismo, com seus modismos, está muito distante do individualismo, uma vez que pode fazer o indivíduo perder-se no meio das informações desconexas da propaganda/publicidade e da busca da realização nas coisas que compra e não nos atos que ele próprio comete, nos sentimentos que consegue criar e nas sensações que pode obter da vasta realidade à sua disposição. Noutros termos, o binômio consumismo/publicidade é um verdadeiro anti-individualismo, já que em primeiro lugar induz comportamentos massificados; segundo, não valoriza a personalidade, levando o camarada a aderir a formas e grupos já prontos, digamos, assistir novelas; terceiro, abusa de uma linguagem impessoal, ainda que fortemente carregada de apelos emotivos; quarto, cria uma falsa identidade entre pessoas diferentes por conta do uso de um mesmo produto, especialmente os culturais, como a música, cinema e outros. Enfim, parece bastante claro que o consumismo não é um fenômeno que instigue o individualismo. Nada contra o consumo, claro, a questão aqui é outra, é que o hábito de consumir indistintamente, sem preocupações propriamente individuais, não faz de ninguém um individualista.

Os Estados modernos, por sua vez, já nem escondem mais que o indivíduo é um inimigo e estimulam a massificação e já começam a punir as idiossincrasias, ameaçando com as leis, ou seja, com a força, os que se expressam por termos não aceitos na vasta malha legislativa de regulação de linguagens. O discurso politicamente correto vem se transformando, com a imposição cada vez menos sutil do Estado, na linguagem oficial e não falta muito para que se torne obrigatória. Isto equivale à supressão da subjetividade, ou seja, não há a menor possibilidade de individualismo. Eles vêm também cerceando espaços públicos, limitando seu uso a quem divulgue a ideologia dominante.

Parte considerável da produção cultural já incorporou o discurso politicamente correto, mesmo porque em muitos países, ela é muito dependente de recursos estatais. Ora, se o Estado financia uma produção estatal, por certo que pode se dar ao luxo de bancar indefinidamente uma alternativa ideológica, sem se preocupar com o lucro ou recuperação do valor investido. Daí se segue, como se tem visto em muitos lugares, que a produção cultural vá cada vez mais se alinhando com a ideologia apoiada pelo Estado. Uma vez que a produção cultural se torna cada vez mais enviesada, menos espaço há para as idiossincrasias, para a subjetividade e, portanto, para o individualismo.

A imprensa moderna, por seu turno, é formada por profissionais que foram fortemente influenciados pelos avatares do discurso politicamente correto e por defensores ávidos das teorias revolucionárias e massificantes. O ambiente universitário está quase que todo tomado pelos marxismos e demais vertentes revolucionárias, as quais não dão muito espaço à subjetividade, e normalmente são permeadas de um racionalismo tacanho, dogmático e limitador. O exemplo mais contundente, fora de dúvida, é o iluminismo e seu projeto louco de fazer do mundo um lugar matematicamente construído e controlado. Com este tipo de formação profissional, quase não há manifestações verdadeiramente individualistas na mídia em geral, apesar de alguma resistência. Dando nomes aos bois, vão-se os Tom Wolfes da vida e vêm os Nassifs.

O que essa cambada chora mesmo é que a adesão às massas disformes ainda não é total. Eles querem mais, querem que todos abram mão de suas convicções e predileções para aderirem ao bom mocismo, ao discurso politicamente correto, às ações generalizantes moldadas em campanhas panfletárias. Posto isto, fica difícil qualificar, ou mesmo denominar, a nossa sociedade de individualista. Esta sociedade dificulta e tende a não permitir a afirmação da identidade própria, não dá valor à diferença, à opinião, ao subjetivismo, ou seja, age quase sempre contrariamente ao indivíduo.

O que parece que estão deixando de ver é que quando todos dizem a mesma coisa, ninguém está dizendo nada.

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UMA GALERA ENCONTROU A SAÍDA PARA O BRASIL

22 outubro, 2010


O bicho tá pegando em território americano. A culpa é dos brazucas. Algum graúdo da burocracia do Tio Sam pode pensar neste momento: “Quantos funcionárias nós precisar para dar conta de tantas selvagens querendo ir pro civilizacion?”. A embaixada americana não agüenta o tranco, as filas para obter visto americano são gigantescas. Resolveram fazer um mutirão e vão atender até no domingo, média de 2500 pessoas por dia, segundo notícia do UOL: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/818712-embaixada-dos-eua-faz-mutirao-para-atender-demanda-por-vistos.shtml. A maioria esmagadora dos pedidos é de visto de turista. Quem acreditar que essa gente toda só quer ver o Mickey de perto, por favor, ajude com a caridade e compre uma rifa de um Passat, procurar o Sr. Paulo Maluf. A cambada tá é dando no pé. Nego sabe muito bem que a realidade é bem diversa das maravilhas televisivas que o PT anda propagando. Estão de saco cheio de pagar impostos, criarem um monte e nada dar certo. Parte razoável da gente criativa e empreendedora decidiu: a saída para o Brasil é o aeroporto.

A quantidade de pessoas se mandando paa o exterior só cresce e não tem nada a ver com viagens de férias. Vão na informalidade mesmo, arriscar, tentar a sorte, porque por aqui a sorte foi transformada em uma repartição pública.

Os empreendedores sofrem com a burocracia e com os juros altos. Se quiserem uma dessas linhas d crédito mais baratas, mas nem tanto, que o estado oferece, precisam além de pagar os juros normais e ter de respeitar as leis como qualquer outro, precisam ainda se comprometer a seguir uma série de diretrizes ideológicas. E hoje é muito mais negócio montar uma ONG do que uma padaria, porque muito mais fácil, menos tributado e menos fiscalizado.

Os indicadores econômicos podem estar até bem, razoáveis e decentes. Mas a galera sente que nisso tudo, algo não está bem: eles mesmos. Nesse particular, guardadas as devidas proporções, o Brasil se assemelha à China: a economia vai bem, o povo vai mal. Guardadas as devidas proporções, foi o escrito e espera-se que seja o lido.

A iniciativa científica brasileira é mais maltratada que filha solteira grávida, os artistas ou passam o pires num guichê estatal para ganhar umas merrecas uma ou duas vezes por ano ou continuam no amadorismo, os atletas, idem, noves fora as exceções de praxe. Pra todo lado que se olha, gente capaz, talentosa, dá com os burros n’água. Essa gente não acha grande negócio passar o resto da vida carimbando em repartição, nem ficar vendendo pasta de dente em balcão de farmácia ou mesmo contando dinheiro em caixa de banco. Essas opções podem ser sedutoras para quem mal consegue passar num vestibular ou simplesmente não tem maiores pretensões da vida, o que não é crime, nem pecado e nem mesmo é errado. Mas também não é errado que um músico talentoso queira viver desse talento. Ou um escritor. Ou um biólogo, o que for. Eles não querem ficar dependendo da boa vontade do político do momento para conseguir uns caraminguás para pagar as contas, querem que seus esforços se revertam em seu benefício próprio e, no processo, dar ao público algo útil e/ou bonito.

Vejamos um curioso caso. A Beyonce, artista multimilionária, cujos shows são uma mega-produção, teve sua banda montada por meio de anúncios de jornal. Nada de pegar oguitarrista queridinho da mídia ou amigo de fulano. Não, não, não. O produtor colocou um anúncio em revistas especializadas, digamos, a Guitarplayer, recebeu vídeos com as performances dos interessados, entrou em contato com eles, combinou o preço e contratou. Bastou ao interessado mostrar que tinha talento apto ao show do interessado, simples assim. E antes que alguém fique pensando que um show de uma cantora pop americana aceite qualquer coisa, adverte-se: a maioria esmagadora dos músicos que assiste ao show confirma que a banda é danada de boa. E do mesmo modo, muitos outros shows são montados assim. E músicos de estúdio ganham mais do que a maioria dos gravam discos próprios. E não há necessidade alguma de se apresentar um projeto burocrático a algum delegado de cultura do partidão, quer dizer, secretaria de cultura estatal.

Povo criativo, capaz, talentoso, gosta e precisa disto: liberdade. não quer saber de ficar em fila para conseguir um cartão qualquer coisa. Quer meter as caras e ver no que dá. E tentar de novo. Só precisa que haja espaço para tentar. Os pedreiros estão bem, é certo, sua mão de obra hoje é escassa e seu preço está batendo recordes e mais recordes. Ótimo, que isso aconteça também com os padeiros, pintores e faxineiros. Mas o mundo é muito mais vasto do que isto, há um sem número de pessoas que possuem outras capacidades e aptidões. O governo PT, francamente, pode ser bom para bancos, grandes construtoras e respectivos empregados, mas não para a galera que tem mais tutano que muque. Essa gente quer tentar viver do próprio talento e por aqui não dá, porque impera a mediocridade ou a venda de consciência. Projetos que não sejam aprovados pelos comitês de arte do estado não recebem verba. Desafia-se qualquer um a mostrar que haja um filme ou espetáculo de arte de caráter conservador financiado com dinheiro público. Pode ser um que não seja meramente “de vanguarda”, um politicamente incorreto, enfim, um qualquer que bata de frente com a agenda ideológica do governo de plantão. Não há.

Os EUA são recordistas em patentes porque recebem de braços abertos cientistas, pesquisadores, professores. No Canadá, eles aceitam até advogados formados no Brasil. Não pedem nenhum tipo de compromisso ideológico, só que trabalhem. Aqui, ou reza a cartilha do governo, ou encontra dificuldades, para dizer o mínimo e isto vale para todos os governos. Governo forte não faz bem para o desenvolvimento tecnológico e sem este, estaremos sempre reféns dos estrangeiros em áreas como saúde, telecomunicações, transporte e outras.

Não existe a menor necessidade de uma política pública para manter essas pessoas aqui. Não é preciso montar nenhuma estrutura burocrática, nada disso. Só é preciso que se dê mais ênfase no crescimento econômico, para que elas consigam encontrar quem se disponha a comprar sua arte, sua tecnologia, o que for. E, principalmente, liberdade, para dizer o que quiser e como quiser, para pesquisar o que quiser, para inventar o que quiser. As tais políticas públicas para a arte estão criando panelas de artistas, cujo mote ideológico é realimentado constantemente: só entra quem reza pela cartilha do governo e com isso se influencia novos artistas, que acabam achando tudo isso normal. Financiamento estatal de arte é compra de consciências. Se o governo quer mesmo ajudar, que simplesmente não atrapalhe, que deixe os artistas, cientistas, essa galera toda em paz, para irem onde sua criatividade os leva.

Isso de que o Estado precisa financiar a arte é balela. O cinema americano não tem financiamento estatal e boa parte dos filmes europeus chegam até as locadoras e salas de cinema são feitos com dinheiro privado. Se eles conseguem, por que não os brasileiros?

Os pesquisadores, por seu turno, sempre esbarram nas malditas burocracias acadêmicas para conseguirem uma pesquisa. Muitas vezes o problema não é nem falta de verba, mas a quantidade absurda de requisitos cretinos que devem atender, a maioria dos quais não tem nenhuma finalidade científica, só mesmo burocrática e política. Pior, as empresas não conseguem investir junto às universidades, porque o governo não permite que elas fiquem com as patentes das pesquisas que financiam. Aí só sobra ao pobre pesquisador ficar apresentando projetinho quadradinho ao CNPQ e CAPES.

Felicidades aos pedreiros, mas eles não são os únicos que merecem um lugar ao sol e os talentos que hoje dão no pé, farão falta e este mesmo pedreiro, que nem tem noção desse problema, será prejudicado pelo alto preço dos remédios brasileiros, sua má qualidade, sua escassez na rede pública e todas as mazelas decorrentes da falta de desenvolvimento tecnológico.

As pessoas que criam precisam de menos estado e não de mais. Azar dos funcionários da embaixada americana.

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LEIA ABAIXO:

Sobre o erro de se dar mais crédito ao governo do que ao próprio trabalho e ainda comparar condição de vida de trabalhador de grande cidade com miserável do sertão:
https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/10/19/foi-voce-quem-melhorou-sua-vida-nao-o-lula/

Sobre um provocativo e deliberado confronto entre militantes que foi prometido pelos petistas para o dia 24, no RJ:
https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/10/22/vao-pro-pau-de-vez/

Sobre Lula ter perdido mais um oportunidade de ficar quieto, a vergonha do jornalismo do SBT e a agressão a José Serra no RJ:
https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/10/21/bolinha-de-papel-derruba-petistas-e-seus-militontos

Sobre nem o PT dizer onde estão suas propostas de governo, afora a TV:
https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/10/22/comparar-propostas-como-se-o-pt-nao-diz-onde-as-suas-estao/


LOMBRIGA ASSANHADA

14 outubro, 2010


Quase 40% do PIB vira arrecadação para o governo. Mas como nunca é demais ter mais e mais, o governo quer ir mais longe. Quer agora conseguir constritar bens de devedores do fisco sem processo judicial. Sob a batuta do PT, desde 2007 a Procuradoria Geral da Fazenda vem fazendo força para conseguir emplacar uma lei que institui a execução administrativa, um monstrengo que dá ao governo o fantástico privilégio de conseguir colocar as mãos nos bens do suposto devedor antes de este obter qualquer manifestação judicial, contra ou a favor. Basicamente, é uma volta aos tempos dos coletores de impostos, os brucutus que podiam saquear em nome do rei. E a liberdade, a propriedade e a Constituição que se fodam.

A desculpa dada pelos newcoletors é até sedutora: diminuir a sobrecarga de trabalho do judiciário. É fato que o sistema de justiça está entulhado de processos. Também é fato que a maior parte destes tem como parte o poder executivo. INSS, saúde e impostos respondem por uma parcela expressiva dessa carga toda que vai nas costas do juízes. Só as execuções fiscais respondem por mais de 50% de todos os processos deste país. Veja aqui um vídeo sobre o impacto da falência do sistema de saúde no judiciário: http://www.youtube.com/watch?v=WnGUcAi2IbM

O que os newcoletors não falam é que se o poder executivo pura e simplesmente cumprisse a lei e a Constituição Federal, haveria muito pouco a se exigir dele no judiciário. Simples assim. O caso é que os governos sistematicamente fazem pouco das leis, forçando os cidadãos a buscarem o judiciário. Mas isso não tem a menor importância, importante mesmo é arrecadar mais, cada vez mais, o resto pode esperar.

Também é fato que a maioria dos processos de execução tem por alvo pequenas empresas e pequenos devedores, gente que errou na declaração de imposto de renda e, vamos lá, concedamos, escondeu um ou dois recebimentos de uns trabalhinhos. Devem, claro, mas caramba, a facada é doída, não é? Ok, devem, devem, então paguem. Tudo bem. O foda é que os grandes devedores não estão sendo lá muito incomodados, não é mesmo? Afora uma ou outra midiática e pomposa prisão eventual, a maioria dos devedores de monta estão numa boa. Talvez, quem sabe, de repente, se a PGF incomodasse mais e penhorasse mais bens desses ricaços, talvez, talvez, os menos ricos vissem aí um bom exemplo. Talvez. De qualquer modo, sempre pega bem usar os poucos recursos do estado para obter a maior vantagem do que apenas ficar torrando a paciência de gente que, no mais das vezes, nem tem com o que garantir essas execuções todas.

As reações contrárias existe e podem ser encontradas por aí. Por exemplo, aqui: http://www.midiaamais.com.br/brasil/3559-onde-esta-o-poder-judiciario , aqui http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/4649/A_penhora_administrativa_como_pre-requisito_da_execucao_fiscal , e aqui: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=14502 , onde, aliás, se lê o seguinte: “tal proposta é extremamente perigosa e prejudicial aos contribuintes porque possibilita às fazendas federal, estaduais, distrital e municipais o bloqueio administrativo de valores existentes em contas bancárias e investimentos financeiros, bens móveis e imóveis e até os rendimentos de pessoas físicas ou jurídicas que tenham débitos inscritos em dívida ativa. Em resumo, a lei, se aprovada, permitirá a penhora administrativa de bens pelo ente tributante, sem a necessidade de processo judicial. Um verdadeiro descalabro, tendo em vista a conjuntura da atual Administração Pública brasileira, que, a todo momento, comete erros e protela a resolução dos mesmos”(Antônio Carlos da Cunha Gonçalves e Antonio Henrique Albani Siqueira). Entenderam o tamanho da encrenca? Bloqueio administrativo de contas, investimentos carros e imóveis, sem juiz nenhum dar ordem alguma, basta um funcionário da Receita Federal mandar e fim de papo.

Apesar de ser lavra da PGF, assinaram projetos de lei neste sentido os Senadores Pedro Simon, do PMDB gaúcho, o Senador Lucio Alcântara, do PR, ambos da base aliada de Lula e o deputado federal Celso Russomano, tucano paulista. Na real, a idéia vem é de longe, lá do tucanato, mas os petistas, chegados que são num imposto, colocaram o bloco na rua e está difícil de evitar o nascimento do monstro. Quando se trata de arrancar mais do trabalhador, a política partidária fica de lado. O projeto em andamento atualmente é o de número 5080/2009, de autoria do poder executivo. Do PT, portanto. Leia toda a aberração aqui: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/648721.pdf.

Penhora sem ordem judicial é o tipo de coisa que só é aceitável na cabeça de quem acha que o Poder Executivo é infalível. Ou que sua santa missão é mais importante que qualquer princípio democrático, como a ampla defesa e o devido processo legal. No fim, se trata mesmo é de saber se o Poder Executivo deve servir aos cidadãos ou se é o inverso. A PGF, fruto da academia vermelha que é, já deixou bem clara a sua posição.