MONTEIRO LOBATO, A EDUCAÇÃO E CERTAS INVESTIDAS MAL EXPLICADAS


Leo Pires Ferreira. 69 anos. Nascido na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Terminou a nona série, o que hoje seria o fim do ensino fundamental, sabendo falar espanhol, francês, inglês, espanhol e latim. Graduado em Agronomia em Pelotas e doutorado em Viçosa/MG. Especialista em fitopatologia e autor de diversos artigos sobre o tema. Trabalhou na EMBRAPA até aposentar. Um dos maiores especialistas em Monteiro Lobato do Brasil, se não for o maior. Sabe o que sabe como leitor ávido, dono de um português que não se vê mais nem entre bons professores, como pesquisador autônomo, a ponto de conhecer o próprio Sítio do Pica Pau Amarelo, local que a maioria dos produtores de monografias não sabe nem apontar com o dedo no mapa do Brasil. Dá palestras gratuitas sobre o autor desde 1983. Repita-se: de graça. Infelizmente, sofreu gradativamente uma redução na capacidade de locomoção e hoje se desloca a bordo de uma cadeira de rodas. Conseguiu convencer o poder local a instaurar a Semana Monteiro Lobato em Londrina. Escreveu diversos artigos sobre o tema e só na sua última empreitada, que conta com o apoio dos trabalhadores da Cooperativa Integrada, já falou para mais de 1000 professores e distribuiu centenas de “pacotes” com cinco dos muitos livros do homem de Taubaté. Nesta etapa conseguiu receber 2004 redações de alunos do ensino fundamental, das quais 32 foram premiadas. Afirma categoricamente que há mais de 40 anos o país vive um processo deliberado de emburrecimento. Não se mostra surpreso com a tentativa de censurar o escritor de Taubaté, mesmo porque já nem seria a primeira vez, preso que foi por ousar falar o impensável e que hoje virou arroz de festa do governo que o quer calar: petróleo no Brasil. Por essas e outras, muitas e muitas outras, tantas outras que não se poderia contar nem com a ajuda de algum esquema do Visconde de Sabugosa, vale a pena ouvir este homem que passou por vários governos, ditaduras e, principalmente, fases de maior ou menor glória da estupidez humana e não só sobreviveu como vem fazendo a diferença.


Os vídeos foram produzidos amadoristicamente, sem maiores recursos que não um celular e o conteúdo vasto do entrevistado. Sem edições, nem filtros, nem nada. As tremidas eventuais são por conta de variações de energia, já que não há bateria que agüente mais de uma hora de prosa.


Os vídeos duram aproximadamente 10 minutos cada. Abaixo, uma série de fotografias do acervo lobatiano do entrevistado.


A condução da entrevista é mínima e um tanto quanto boba. Para quem tem conteúdo, um singelo “que horas são”? rende uma boa resposta.

Divirtam-se. Principalmente, esclareçam-se.
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O que há na prateleira de Leo Pires:


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Algumas primeiras edições


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Uma das primeiras edições argentinas

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