UMA ESTACA, DOIS PILARES

Ou de como tudo pode ser ainda pior do que parece.

Desculpas por outro post longo, mas melhor trazer todo o texto a se comentar do que dar a entender que se está colocando palavras em boca alheia.

Atenção: o que se lerá abaixo foi escrito pelo jornalista Junior Fabri em comentário a uma obra da inglesa Francês Stonor Saunders. Ele repete um texto do jornalista Sebastião Nery.

Do que se lê, se extrai que CIA passou grana da boa tanto para FHC quanto a fundadores do PT.

O objetivo era apoiar os contra a ditadura militar, igualmente apoiada pelo pessoal de Langley, de modo a estar sempre influenciando o poder no Brasil, fosse qual fosse o grupo vencedor. Tudo de conformidade com a teoria conspiracionista, dado por certo que houve esse tipo de interferência direta. Pressupostos postos, eis o que é dito:

***

Livro-bomba acusa FHC de ter servido a CIA – Quem pagou a conta
Escrito por Junior Fabri

Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.

A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.

O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).

Dinheiro da CIA para FHC

“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969´´ era fevereiro de 69.

Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

Agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.

Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.

Milhões de dólares

1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).

2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).

3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
FHC facinho

4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).

5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).

6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45).

SIM FHC ERA AGENTE DA CIA
quando eu estava na faculdade assisti uma palestra do grande professor, infelizmente falecido, milton santos. nessa palestra, entre muitas outras coisas ele, disse assim, meio com ironia, quase como se estivesse brincando, que naquela epoca na america latina e demais paises emergentes do mundo (asia, africa e leste europeu) os presidentes eram TODOS marionetes do imperio. e como biografia comum tinham em seu passado, em algum ponto de sua vida academica uma bolsa da fundação ford. Pesa ainda na biografia desse cidadao que ele seja filho de oficial de alta patente do exercito e, por isso ele foi gentilmente convidado a sair uns tempos do brasil durante a ditadura. como reparação recebeu uma aposentadoria integral que o bancou em seu ocio criativo na estadia no exterior ao retornar ao país pediu que esquecessem sua obra e no poder, entregou de bandeja o subsolo nacional…creio que ele seja sim um baba ovos entreguista do imperio.

Dizem que FHC pertencia a uma Sociedade Secreta chamada Burschenschaft. Na USP tb existia essa Sociedade Secreta chamada E.S.P.A.R.T.A.

Dizem tb que o único brasileiro a participar do Grupo Bildenberg é FHC.

Uma das entidades que financiam o Instituto Fernando Henrique Cardoso é a Fundação Ford, que mantenedora do CFR.

Parece que FHC também foi membro de uma sociedade secreta na USP, a E.S.P.A.R.T.A. uma sociedade parecida com a Skull and Bones, fundada em 1956…

Sobre a E.S.P.A.R.T.A., dizem que a mesma É herdeira da “Bucha” (Burschenschaft), sociedade secreta da Faculdade de Direito da USP. A ESPARTA funcionava (ou ainda funciona) na faculdade de Ciências Sociais e teve entre seus membros políticos fundadores do PT e do PSDB

Pessoas que reconhecidamente fizeram parte da E.S.P.A.R.T.A.:
Perseu Abramo (fundador do PT)
Florestan Fernandes (fundador do PT)
Fernando Henrique Cardoso (Fundador do PSDB)

O projeto de poder deles se chamava Janus. Janus era o Deus de duas faces dos Romanos. No contexto da guerra fria, a ESPARTA se preparava para dois cenários: um socialista e outro capitalista. Resolveu então criar duas elites, garantindo que seus interesses sobreviveriam em qualquer regime.

O FHC era socialista e discípulo de Florestan Fernandes. Lula chegou a fazer campanha para ele pelo PMDB. Como ele tinha o melhor perfil e era de família de militares, foi destacado para tocar o lado direitista do Janus.
http://www.pcdobararas.com.br/site/index.php?option=com_content&v

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A ligação PT-PSDB é coisa velha e o próprio FHC já disse várias vezes que são ideologicamente a mesma coisa: https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/07/19/marido-traido/. FHC cravou a seguinte afirmação numa entrevista ao Estadão:

”Vejam que ironia: 20 anos depois, os petistas ficaram com posição semelhante à que eu tinha na época. Vou dizer uma coisa: em termos ideológicos, Lula sempre esteve mais próximo de mim. Ele não vai admitir, mas é verdade. (…)Tem noção de equilíbrio. Em campanha defende o povo, no governo agrada à elite”.

Mas o mais interessante é essa outra informação que ele dá:

“(jornalista pergunta) (…) nos anos 70, o sr. teria passado por Paris atrás do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, no exílio, para lhe propor a fundação de um partido dos trabalhadores no Brasil. Isso é verdade?

Sim. Mas não era um partido dos trabalhadores nos moldes do que viria a acontecer, pois nem o Arraes pensava dessa forma. A minha divergência com aqueles que queriam fundar o PT no Brasil era clara: com resquícios leninistas, eles pretendiam formar um partido de classe, que iria, digamos, mudar o mundo. Já eu imaginava um partido que se voltasse para a massa de assalariados, não só para os setores sindicalizados”

Até o próprio Serra disse que Lula é bem parecido com o Príncipe dos Sociólogos: https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/07/16/voce-e-ele-e-nao-discuta/

E a ligação de grandes fortunas com o socialismo também é notícia velha. Talvez não em terra brasilis, mas mundo afora já nem é tabu. Um aperitivo, sobre a ligação de grandes financistas e grandes fundações com a esquerda mundial: “Desde logo é bom ressaltar que há nos Estados Unidos bandos de bilionários farisaicos que consideram mais rendoso fazer negócios com governos autoritários do que com os agentes do mercado, estes, como sempre, sujeitos à competitividade e riscos” Continua aqui: http://vai.la/1tHQ

Não ncessariamente pelo mesmo motivo ou pelas mesmas mãos, mas existe ligação entre algumas grandes fundações e membros do então governo tucano:

“A Fundação Rockfeller investiu pesado no conhecido Clube de Roma, o qual, em 1.968, basicamente deu origem ao moderno ambientalismo, recrutando cientistas vários para a missão. (… ) Nos anos 90 a fundação criou seu projeto Leadership for Environmental and Development (Programa de Lideranças em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) – LEAD. O braço brasileiro da coisa é a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL). Pessoas que a integram: Israel Klabin (presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), Eduardo Martins (ex-secretário de Meio Ambiente do ministério de Meio Ambiente e Recursos Hídricos no governo FHC, ex-presidente do IBAMA, ex-dirigente do WWF-Brasil), Maria Teresa Jorge Pádua (FUNATURA) e outros. Essa associação já recebeu mais de US$ 570 milhões dos Rockfeller.

Um dos diretores internacionais do LEAD é o Sr. José Goldemberg, ex-ministro de Collor e criador da reserva Ianomâmi, localizada em ponto estratégico para a Hidrovia Paraguai-Paraná. A reserva praticamente sepultou o projeto da hidrovia”. Aqui se lê mais sobre a ligação das grandes fundações e o ambientalismo (o verde é o novo vermelho): http://vai.la/1tHW

Juntando o que escrito está por Junior Fabri com essas informações todas, não resta dúvida de que se existe alguma ligação entre a CIA e FHC, esta também alcança o PT. Aliás, existe uma fundação que se chama Perseu Abreu, nome de um fundador do PT, que não tem nada de modesta e sempre foi um dos muitos braços do polvo petista.

Pergunta: nesta eleição o brasileiro escolherá entre dois funcionários da CIA?

Pode ser um exagero, mas é simplesmente incrível que nada disso seja jamais discutido na nossa imprensa. Aqui está. Discutamos ao menos. Alguém se habilita?

***
Serviço: você pode comprar o livro “Quem Pagou a Conta” aqui: http://www.relativa.com.br/livros_template.asp?Codigo_Produto=94052&Livro=Quem%20Pagou%20a%20Conta%20?

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