O ESTOURO DA BOIADA

Prepare-se. O post é longo. É sobre o imbróglio Maria Rita Kehl, a psicanalista, supostamente demitida do Estadão por ter escrito um artigo no jornal falando bem do bolsa família e seus dependentes. A coisa começou, segundo consta, a partir de uma informação dada por Luis Nassif na internet. Bob Fernandes também tocou no assunto. Como se sabe o Estadão abriu o voto de apoio a Serra. Como se sabe Nassif e Fernandes são fãs de carteirinha do PT.

Há diversas camisetas, adesivos e sortidas traquitanas estampadas com variações de marcas famosas. Por exemplo, uma camiseta ao invés de usar o logo da Coca-Cola, aproveita a mesma arte e fonte (tipo) e, chupando descaradamente, tasca: Jesus Cristo. Uma outra camiseta usa a mesma arte, conceito e fonte (tipo, de tipografia) e reduz uma singela letra “a” e crava: pum. Há milhares de brincadeiras desse tipo, se não forem milhões. Mas imagine que um funcionário da Coca-Cola invente de escrever Jesus Cristo nas garrafas de Coca-Cola. É motivo para demissão? Se você não tem dúvida alguma de que sim, então não pode ter dúvidas de quem jornal pode demitir um jornalista ou articulista por dizer algo que seu patrão não gosta. As garrafas de Coca-Cola são da Coca-Cola e o papel (e o veículo jornal como um todo) são do dono do jornal. Simples assim.

Dito isto, leiam o tal artigo da Maria Rita Kehl:
http://vai.la/1tyP. A enormidade de bobagens por si só deveria ser suficiente para mantê-la longe de qualquer jornal pelo resto da vida de toda a humanidade. Mas, se isso de coerência e inteligência for levado a sério pelos patrões da imprensa, bem, que dizer? Faltaria papel para tantas cartas de demissão. Das asneiras contidas no paper tratar-se-á posteriormente, noutro post.

As pessoas ignoram algo muito básico: não há lei nenhuma que obrigue quem quer que seja a dizer a verdade. Por incrível que pareça, essa não é uma obrigação legal, exceto em juízo (e situações similares) e mesmo assim os parentes das partes estão livres dela e, pasmem, a própria parte também. Existe uma lei de imprensa em vigor no Brasil e nela nada há sobre o dever de dizer a verdade, nada, nem uma linha que seja. Na dúvida veja o texto todo aqui:
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L5250.htm

A lei tem diversos dispostivos a respeito de reparação pela divulgação de fatos inverídicos que causem dano, mas isto é muito diverso de ser obrigado a falar a verdade. A reparação civil só tem lugar se houver o que reparar. Se algum jornalista inventar de escrever que o céu é vermelho, não há sanção legal alguma. E se disser que Furduncio da Silva roubou dinheiro do cego da cidade, só haverá sanção se Furduncio manifestar-se a respeito de algum prejuízo material ou moral, do contrário, nada pode ser feito contra o jornalista. Nada, exceto um boicote e aí o azar é dele.

Essa lei é do tempo dos milicos e fala abertamente em censura e órgãos de censura. É um monstrengo ditatorial, mas nem esta porcaria militar teve a pachorra de obrigar quem quer que seja a dizer a verdade o tempo todo nos jornais. Mas os intelequituáiz de teclado acreditam que os donos dos jornais e seus jornalistas todos sejam obrigados a dizer a verdade. Não são. Exceto, claro, em termos morais. Bão, para quem acha que a moral é aquilo que os çábius dizem que é, então os jornalistas deveriam se submeter ao crivo da burrigentzia brazuca. É aí que entram os Nassifs da vida. Já para quem acha que a moral é algo individual, interno, subjetivo, a coisa muda de figura e não se vê meio de obrigar o escriba a só pintar a verdade.

Jornais são lidos por vários motivos, inclusive para se saber a verdade, mas também para passer o tempo, se distrair, fazer palavras cruzadas e mais um tanto de finalidades. Mas compete ao jornal conquistar e cativar seus leitores e para isso ele lança mão de vários expedientes, inclusive falar a verdade. Dizer a verdade em jornalismo é uma questão moral, não legal.Quando um jornalista descreve um acidente de carro, todos acreditamos no escrito. Por que? Por várias razões, mas especialmente porque nossa experiência mostra que normalmente eles reportam as coisas tais como elas aconteceram. Normalmente é assim. Normalmente.

Bem, sucede que jornais também publicam opiniões. E se já não dá para exigir a verdade dos jornalistas, que dirá dos opinadores. Maria Rita Kehl não era jornalista, era opinadora. A opinião do Estadão foi bem clara: Serra. A opinião do patrão, do dono das máquinas, tintas, papéis, de tudo.

Cambada não quer nem ouvir falar disto, mas política, ciência, esporte, tudo isto é mercadoria. Azar de quem não gosta da idéia, mas não há como, de um modo justo e em conformidade com as leis, de se obrigar alguém a falar de ciência apenas de modo frio e imparcial, nem de qualquer outro assunto. Ora, existe a Superinteressante e existe a Ciência Hoje. Qualquer professor ou pesquisador não tem a menor dúvida: a Ciência Hoje é melhor. Mesmo? Bem, não para quem lê Superinteressante, obviamente. A diferença na circulação das duas é brutal em favor do periódico dos Civita. Que tem isso a ver? Ora, do mesmo modo que as pessoas preferem ler Superinteressante ao invés de Ciência Hoje, elas podem preferir se informar sobre a economia do país pagando pela Folha de São Paulo ao invés de ler gratuitamente o relatório Focus do Banco Central. Em ambos os casos, temos de um lado a fonte e de outro a reverberação dessa fonte, com os normais problemas de distorção da mensagem. E com política não é diferente. Há quem prefira ler a FSP, supostamente por ela ser mais moderna, e outros preferem ler o Estadão, supostamente por ser mais conservador. Portanto, para quem vende jornal, progressivismo e conservadorismo são apenas fatias de mercado a se atingir. Portanto, normal e natural que um jornal prefira publicar apenas coisas progressistas e outro prefira publicar apenas coisas conservadoras. Portanto, normal e natural que o Estadão queira manter em suas páginas coisas que agradem ao seu público, supostamente mais conservador, supostamente pró-Serra. Portanto, natural que ele não dê espaço para elogios ao PT.

Mas deu. E por que? Porque o bolsa família é uma invenção do PSDB do Serra…

Quem quer se dar ao trabalho de saber a quantas anda a economia do Brasil vai atrás do relatório Focus do BACEN e demais documentos de origem. Quem quer saber da economia do país, mas não quer se dar ao trabalho, compra jornais. Esse povo acredita, sabe-se lá baseado em que, que os jornais devam se manter fiéis aos fatos. Bem, isso nem sempre acontece, se é que não é só raramente. Mas quem deve tirar a prova dos nove é o leitor. Se ele não faz isto e depois descobre que o jornal mentiu, bem, ele sempre pode começar a se dar ao trabalho ao invés de receber a informação bovinamente.

Então, o que temos nesse rolo da Maria Rita Kehl é o grito dos bovinos pró PT. Não o Nassif, que ele foi quem jogou esse capim aos fiéis petistas. Já os bovinos pró-Serra simplesmente não gostaram de ler o artigo dela, quer dizer, os que esqueceram que o bolsa família é coisa de tucano. Nassif deu um tiro de estopim para o alto para ver a boizarada correndo. Viu. E se não houvesse segundo turno? Por que esperar para divulgar tal coisa depois das eleições?

Um fato não foi levantado seriamente até aqui: Maria Rita Kehl não foi contratada para falar de política, mas para escrever quinzenalmente no caderno cultural do jornal, revezando com o escritor Marcelo Rubens Paiva, ela mesma disse que gostaria de fazer crônicas, portanto, tudo somado, tem-se que ela deveria enveredar pelo lado cultural e não pela política. Aí embaixo segue a notícia de sua contratação, prestem atenção nas suas próprias palavras:

“Eu brinco que, hoje em dia, em 40 linhas consigo escrever até sobre física nuclear”, diz a psicanalista, ensaísta e poeta Maria Rita Kehl, de 58 anos, que a partir de amanhã assinará uma coluna a cada dois sábados no Caderno 2, do Estado, em um revezamento com Marcelo Rubens Paiva. A escritora Adriana Falcão, que alternava o espaço com o colunista, deixará de escrever sua coluna para se dedicar a projetos pessoais e profissionais.

As 40 linhas a que Maria Rita Kehl se refere dizem respeito ao aprendizado de seus primeiros anos de vida profissional, no início da década de 70, quando ainda cursava psicologia na Universidade de São Paulo (USP). Era esse o espaço que ela tinha para escrever em cada edição do Jornal do Bairro, então comandado pelo escritor Raduan Nassar, e no qual fazia desde reportagens sobre as mães que viviam na porta da Febem (atual Fundação Casa) até resenhas de volumes de filosofia.

Desde então, a paulista nascida em Campinas e criada na capital fez um caminho entre o jornalismo e a psicanálise. Depois de dois anos no Jornal do Bairro, no qual aprendeu fundamentos de reportagem com Nassar e o editor José Carlos Abbate, passou a trabalhar como editora de cultura no periódico Movimento – que, ao lado do Opinião e d’O Pasquim, foi um dos mais importantes órgãos da imprensa alternativa durante o regime militar. Participou também da fundação do jornal Em Tempo e escreveu como freelancer para veículos como Veja, Isto É e Folha de S. Paulo.

Após anos de dedicação exclusiva ao jornalismo cultural, Kehl decidiu, em 1979, cursar um mestrado. Optou pela área de psicologia social, embora sua tese, O Papel da Rede Globo e das Novelas da Globo em Domesticar o Brasil Durante a Ditadura Militar, tivesse uma forte ligação com o jornalismo.

Apenas depois dessa volta aos estudos Maria Rita Kehl se interessou pela ideia de exercer a profissão na qual se formara – ela havia optado pelo jornalismo durante a faculdade justamente porque, “naqueles anos mais repressivos da ditadura, com professores cassados e professores fugidos, o ensino na psicologia estava muito ruim”.

Em 1981, começou a atender pacientes – e nunca mais parou. A experiência em sua área de formação a levou ainda, em 1997, a doutorar-se em psicanálise pela PUC-SP, com pesquisa que resultou no livro Deslocamentos do Feminino – A Mulher Freudiana na Passagem para a Modernidade (Imago, 1998).

Embora o título seja sobre psicologia, Kehl vê nele uma “marca dos tempos de jornalismo”. “É psicanálise, mas com uma abordagem diferente. É uma investigação que não é nem exatamente de uma historiadora, nem de psicanalista, sobre quem foi a mulher freudiana, a mulher que Freud conheceu no século 19. E uma avaliação de o que naquela teoria está atual e o que não está mais. Acredito que, ao longo da carreira, desenvolvi essa característica de ser mais ensaísta que acadêmica”, afirma.

Crônicas

Maria Rita Kehl é autora ainda de outros seis livros (quadro ao lado), incluindo três volumes de poemas – “do tempo em que eu ainda tinha coragem de publicar poesia” – e o recente ensaio O Tempo e o Cão (Boitempo, 2009), em que aborda o significado da depressão como sintoma psíquico da sociedade contemporânea.

Mas os leitores não devem esperar que ela aborde temas como depressão ou a mulher freudiana em sua coluna no Caderno 2. Ao menos não é essa, a princípio, a sua intenção. “A psicanálise é uma profissão à qual me dedico com paixão, mas acho que, se aceitei o convite para escrever nesse espaço, foi para tentar outra coisa. Só vou tocar em temas com os quais lido na profissão quando não tiver assunto, mesmo”, brinca.

Apesar de se sentir mais à vontade no texto ensaístico e acreditar que se destaca por “um perfil mais analítico ou polemista”, Kehl está disposta a experimentar agora um outro formato.

“Preferia anunciar isso depois, mas, tudo bem, vou arriscar. Gostaria de aprender a fazer crônicas. É um gênero belíssimo, que pode ser sério na despretensão, até mesmo para falar de política, por exemplo. Dizem que é uma forma menor, mas, para mim, é menor como o conto ou a poesia, no sentido de que trabalha muito mais com elipses, entre o dito e o não dito. É menor pela modéstia, não pela qualidade.” (matéria do Estadão termina aqui)

Em que momento ela falou sobre política ali? Em nenhum. Foi para isto que foi contratada: para falar num caderno cultural de assuntos relevantes à cultura e/ou produzir algum tipo de arte. Por exemplo, crônicas.

O link para o inteiro teor é esse: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,maria-rita-kehl-estreia-como-cronista-no-caderno-2,506508,0.html

E por que diabos ela se meteu a falar de política? Vai saber que bicho a mordeu, mas escreveu. Disse. Falou. Publicou. Ops, peraí, calma lá, devagar com o andor. Ela não publicou nada, nadica de nada. Quem publicou o que ela disse foi o Estadão. O Estadão publicou. O Estadão, não a Maria Rita Kehl.

O Estadão acusado de censura publicou um artigo falando bem do bolsa família. Ué, mas que merda de censura é essa que publica algo que supostamente deveria ter sido censurado?

Que censura? O Estadão deixou ela usar as máquinas do jornal, a tinta do jornal, o papel do jornal, os meios de distribuição do jornal, tudo do jornal para ela falar o que bem quis, como falou e está falado. As pessoas leram, gostaram ou desgostaram, concordaram ou discordaram, comentaram ou ignoraram. Mas publicado foi. Se publicado foi, qualquer alegação de censura é estultíce.

Publicado no dia 01/10, no dia 04/10, depois de confirmado o segundo turno, vem a bomba via, segundo consta na net, Sr. Nassif, que o Estadão pró-Serra teria demitido alguém porque este alguém escreveu a favor do bolsa família e, portanto, contra Serra. Haja burrice a caber em tão poucas linhas.

Em primeiro, ela não foi demitida porra nenhuma. Em segundo, escrever a favor do bolsa família é escrever a favor do PSDB porque foi este o partido que inventou essa maldição. Em terceiro, não há nada no artigo contra Serra. Em quarto, o artigo é uma bosta, daquelas bem molengas e fedidonas. Em quinto, até o momento Maria Rita Kehl não disse nada sobre sua suposta demissão. Ela tem um site próprio, desvinculado do Estadão. Neste ela re-publicou o artigo, como faz sempre com seus artigos e, após este há outra artigo, que não diz uma linha sobre este rolo dos infernos. Maria Rita Kehl nunca disse a ninguém publicamente que foi demitida. Ou amordaçada. Ou o cacete que for.

Percebem? O escriba pró PT tascou aos quatro ventos que o Estadão Pró Serra demitiu alguém a favor do PT. Mas, nem Kehl escreveu contra Serra, nem o Estadão demitiu ninguém.

Segundo o jornalista Xico de Sá, o Estadão meteu-lhe uma mordaça. Mas, a bem da verdade, nem isso foi feito, afinal, o jornal tem todo o direito de exigir que uma pessoa contratada para escrever no caderno cultural se atenha aos tópicos próprios de um caderno cultural. Se pretendesse contratar alguém para falar de política, o teria feito para escrever nos espaços próprios do jornal a tanto. Singelidade solenentemente ignorada pelos reverberadores pró-PT.

Nego tem que entender que não existe censura privada, não tal qual a consideramos um mal. Bem, a rigor, no estrito termo, existe, porque censura é o ato de reprovar. Um pai censura o filho ante a intenção deste de meter a mão elameada na parede. Mas Censura também é o exame crítico de uma obra em razão de um critério qualquer, digamos, político. Obviamente tal coisa deve de se dar em âmbito privado. Mas é um problema? Não, não é.

A censura é um problema só quando é praticada pelo Estado porque aí o cidadão não tem onde dizer o que quer, ao passo que na censura privada ele pode encontrar outros meios de dizer o que quer. Maria Rita Kehl, por exemplo, tem um site desvinculado do Estadão, no qual pode publicar o que quiser e o dono dele quiser, claro. Quando o Leviatã censura, nenhum jornal ou site pode publicar, a opinião não pode ser publicada nunca. Essa brutal diferença, bem, faz toda diferença.

E, principalmente, censura é prévia, não posterior. Censurar, grosso modo, é impedir de ser dito. Reações posteriores não são censura, podem ser perseguição, intolerância, o escambau de bico, mas censura não é.

Outro fato bem ignorado é que o jornal não cortou salário, não reduziu espaço, não advertiu publicamente, nada de nada. Exatamente o que o Estadão fez? De sabido mesmo, nada. Supostamente exigiu que ela escreva sobre cultura no caderno cultural. O que há de tão errado nisso?

E se ela tivesse escrito um artigo claramente pró-Serra? Bem, o artigo já é pró-Serra (mesmo que ela não saiba e, provavelmente, não sabe), aí ela estaria de acordo com o público alvo do jornal, supostamente mais conservador e supostamente pró-Serra. E mesmo assim o jornal poderia lhe exigir que se ativesse a temas próprios de um caderno cultural. Se tivesse feito isto, obviamente os bovinos pró-Serra é que estariam a gritar.

Tudo somado, o caso é que o artigo é uma porcaria e só faz falar bem de uma obra do PSDB do Serra, não houve demissão, e, supostamente, apenas supostamente, o jornal exigiu que ela escrevesse tal qual foi contratada, exigiu que se ativesse aos temas próprios de um caderno cultural, deixando que articulistas do espaço político falem de política.

Os bovinos, pró-PT ou pró-Serra ou pró-nada, precisam aprender de uma vez por todas: jornal não é fonte de notícia e informação, jornal já é a segunda mão. Comecem a se dar ao trabalho de ir às fontes propriamente ditas e vão perceber que jornais são, bem, eventualmente úteis para outras coisas.

****

Em tempo 1: o uso dos termos e conservador e Serra, da forma associada como foi feita, foi meramente para fins ilustrativos a partir do ponto de vista dos bovino pró-PT. Sabemos todos que a expressão “Serra conservador” é uma contradição em termos.

Em tempo 2: a respeito das grandes diferenças entre PT e PSDB, vejam o post “Você é ele e não Discuta”: https://domaugostodamateria.wordpress.com/2010/07/16/voce-e-ele-e-nao-discuta/

4 respostas para O ESTOURO DA BOIADA

  1. paulo disse:

    Dei uma olhada geral. Mas te digo: tem muita mágoa no seu coraçãozinho.

  2. gabriel brito disse:

    ok, amigo. ela foi a primeira a fugir do tema do caderno para o qual escreve. imagina q nao se trata de total açoite à liberdade de imprensa e expressao. é o direito do patrão e nao se fala mais nisso.
    nao adianta seguirmos sua instruçao: os jornais se apresentam como fontes de informacao, se arvoram como representantes das mais caras liberdades e se comprometem, da boca pra fora, a oferecer um jornalismo democrático, plural e bla bla bla. por tais criterios,a ferro e fogo, nenhum sindicato teria de existir – ou ser levado em conta. afinal, a fábrica é do dono e se ele quiser explorar mais seus funcionários, eles acatam ou dao linha, o q tb corre solto por ai aliás, mto impunemente. comunicação é direito de todos, e precisa ser tratada dentro dos marcos autenticos da democracia e liberdade de expressao, nao com subterfugios q so nublam o debate e justificam o autoritarismo que só os patroes podem exercer em nossa sociedade individualista e desigual.

  3. Robinho disse:

    Aumenta essa letra,rapaz!
    Tá parecendo bula de remédio.😦

  4. Alex Barreto disse:

    Olha só!

    Luis nassif , quem diria …. a jóia da coroa do sistema financeiro e bolsístico brasileiro agora é o quê?
    Ah… comentarista da PTV Brasil a soldo do erário?
    … è isso mesmo?

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