Pré-PT

Pré-sal o escambau.

Esse tremendo golpe de marketing em cima de uma promessa fiada por estudos apressados não trará nenhum impacto na vida de ninguém, exceto os que serão contratados pela nova pústula a se incrustar no lombo da gente trabalhadora, a presalbras.

É bem provável que também não tenha impacto eleitoral, não o pretendido pela Poderosa Guerrilheira e sua trupe, uma vez que o povaréu não acredita mais em promessas faz tempo. Culpa do próprio PT que, com o bolsa família, inventou a compra institucionalizada e antecipada de votos, agora, amigo, paga-se primeiro.

A tolice é tanta que o lançamento do factóide foi meio chocho, como já dito mil vezes imprensa afora. As ações da Petrobras caíram ao invés de subir. Lula falo uma asneira atrás da outra, inclusive, sem querer, acabou dizendo que o sucesso da empresa se deve ao antecessor FHC. E a prospecção inicial está muito aquém do imaginado.

O Operário Supremo quer imitar El General de Las Americas, tornar o país dependente de uma única empresa. Basta que alguém invente o descubra uma fonte mais barata de energia e, pimba, adeus qualquer receita e lá vai a viúva socorrer a empresa na berlinda. Ou um acordo entre EUA e OPEP.

Mas antes disso tudo, num outro tempo, tinha gente que falava coisas mais consistentes com uma idéia saudável e racional de futuro. Coisa de quem viveu na popa. Dizia Roberto Campos: “Mais importante que as riquezas naturais são as riquezas artificiais da educação e tecnologia“.

As bestas esquerdistas sabem disso, até outro dia viviam criticando os governos por “exportar matéria prima e importar produto industrializado”. Falavam, ridiculamente, do cacau da Bahia que, segundo eles, ia para a Suíça e depois éramos obrigados a pagar horrores pelos chocolates Nestlé. Sabem, claro que sabem, do brutal erro que vem a ser depender de commoddities. Mas o que importa mesmo é garantir mais uma fonte de renda para seus projetos mirabolantes.

A oposição, claro, nem se nota. Serra, estrela tucana, ficou quietinho, preferindo ganhar um mote eleitoral em cima dum suposto recuo do governo quanto aos roayalties. Poderá dizer que impediu o governo federal de não pagá-los, fará graça com os paulistas. Foi um verdadeiro me engana que eu gosto, de ambos os lados. No meio, nós, não cegos, mas meio apalermados.

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