À mídia se adere, não se obedece

Repassando um post do blog http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/. Como diz um outro blogeuiro aí, volto em seguida.

Rei do pop ou peão?
sexta-feira, 26 de junho de 2009 | 20:14

“Quando eu era editor da revista Superinteressante, em 2004, publicamos uma reportagem sobre a decadência de Michael Jackson e o quanto isso revelava sobre a máquina de fazer e destruir ídolos que domina a indústria cultural mundial. A pergunta era: será que Michael era mesmo o rei do pop ou não passava de um peão de um jogo de cartas marcadas, que só podia mesmo dar nisso? Foi uma belíssima matéria, assinada por dois dos mais talentosos jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar: Ivan Finotti, hoje na Ilustrada da Folha de S.Paulo, e Bárbara Soalheiro, hoje na Colors, da Itália. Reli hoje a matéria, e ela continua bem atual. Se você estiver cansado de tantas “retrospectivas”, “homenagens” e “tributos”, e quiser algo com um pouquinho mais de consistência, clique aqui. E depois me diga se essa história não é reveladora da insustentabilidade dos valores da nossa sociedade”.

Não vi nada demais na reportagem. Ela não entrega o que seu editor vende no post. Não mostra uma só engrenagem da tal máquina. Só traz, para variar, opiniões de “especialistas”.

Conhecer bem as pessoas e manipular seus sentimentos sempre foi uma característica de boa parte dos homens poderosos e a outra parte provavelmente pagava alguém para fazê-lo. A mídia só faz isso de forma mais espalhafatosa e escancarada.

Mas nenhum poder de persuasão é mágico, sempre há um caráter de adesão na coisa. Se você me disser vinte bordões atuais em seguida, eu provavelmente vou achar que você está dialogando com um amigo imaginário. Não assisto tv, não ouço rádio e nem assino mais jornais. Bibliotecas e internet fornecem informações, o resto fornece, com sorte, um bom entretenimento.

No fim das contas, uma grande conspiração como a que vemos em filmes e seriados como Arquivo X, nem é tão difícil assim, somos todos bem básicos ainda.

A verdade é que vender idéias, mitos, pessoas e sabonetes é a mesma coisa. A prova está na eleição americana e o pretendido presidente do mundo, Mister Phebo.

E, não, os valores da nossa sociedade não são insustentáveis e nem mesmo tão mutáveis assim. Comparar idolatria de momento com os alicerces morais das pessoas e éticos de uma civilização é barbeiragem das grossas. Nem em Cuba matar é certo. Isso revela algo.

Uma resposta para À mídia se adere, não se obedece

  1. dri disse:

    Ponto de vista interessantíssimo o seu. Semana passada liguei a tv e fiquei chocada, não imaginava o quanto de espalhafato sobre a morte de Jackson estava sendo feito, esse tipo de lavagem cerebral me assusta deveras.

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