A HORA MALDITA – parte 3 de 10

Encontrou um amigo entretido com uma novata da turma, encontrada trabalhando numa loja de departamentos. Puxou o cara de lado, cochichou algo e ficou tudo combinado rapidamente. Ele precisava de algo que fizesse esquecer a vergonha que acabara de passar. Trouxeram-lhe champanhe a rodo, enquanto bebiam vagarosamente o seu uísque, só fingindo trocar o copo na passagem do garçom. Ela fora convidada pela irmã do cara. Rá, rá, rá. Pela irmã do cara, putz, santa ingenuidade Batman. Pobre moça pobre. Ainda não estava fodida, mas em breve estaria duma maneira inesquecível. Os irmãos trocavam pobres e remediados entre si, os sacanas. Ela arrumava umas gostosinhas para ele e ele uns bem dotados para a auto-declarada ninfomaníaca. Com muito orgulho, diga-se de passagem. Vieram as champanhes. E a maconha. E a coca. A heroína não deixaram chegar nem perto, precisavam dela excitada, de jeito nenhum satisfeita com a vida. E falaram de viagens, de astros que conheciam, de empresas que os pais tinham e tudo o mais que sabiam há tempos funcionava melhor que fórceps para abrir as pernas de meninas como ela. E então foram mostrar para ela os autógrafos que tinham. Num quarto lá em cima, claro. E chegaram num quarto com muita fotos nas paredes. E eles começaram a falar daquelas celebridades. E o amigo foi encostando nela. E a irmã veio rapidinho. E em minutos, enquanto o amigo ia se aproximando e tirando lascas da infeliz, a irmã ia se entretendo, juntando o útil ao agradável, com o idiota do carrão. E mais alguns minutos estavam todos nus. E, sim, a irmã deu na frente do irmão. E foi daquele jeito, como num filme pornô. A irmã terminou rápido e se vestiu antes que a outra percebesse. E então ficaram os dois ali com ela. E muito pó, meu chapa, muito pó.

Os filhos da puta deixaram a porta aberta e logo havia uma pequena platéia assistindo tudo. E ela não entendendo, mas não sabendo como sair dali sem parecer careta ou pobretona, como se fosse outra coisa. Até que estava gostando de ter a atenção de dois ricaços daqueles, sentia-se até poderosa, apesar de também sentir-se estranha por ficar com dois caras duma vez. Mas então eles decidiram que era hora deles se divertirem e foram para cima dela duma vez e ao mesmo tempo. E foi desse modo que ela pela primeira vez abriu as portas dos fundos. Revezaram-se entre frente e trás algumas vezes até que o amigo terminou o serviço atrás e saiu meio cambaleando pelo corredor afora, terminando de erguer as calças, ficando o do carrão por baixo dela, segurando-a firmemente pela cintura. Ato contínuo, veio um outro cidadão absurdamente bêbado tomar o lugar do outro que saiu. O diabo é que não agüentou o molejo, o vai e vem, e despejou tudo em cima dela, nas costas. Quer dizer, tudo que estava no seu estômago. Apesar da nojeira, em minutos ambos terminaram e saíram sem nem olhar para ela.

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