Coisa de galinhas

Tirada do portal Terra, a notícia abaixo revela que galinhas nascem sabendo somar. Homens já desconfiavam disso, mas esse é outro papo.

O que é interessante é que um eventual inatismo matemático pode jogar uma pá de cal em teses malucas como a de que certos povos só sabem contar até três ou quatro e que as operações matemáticas, como somar, seriam decorrentes da estrutura econômica e cultural. Se até galinhas sabem contar é altamente improvável que seres humanos só o saibam por conta do aprendizado ou pressão cultural.

Obviamente, isso cria um problema sério para os evolucionistas mais tradicionais, pois vão ter de encontrar a tal pressão seletiva que justifique uma coisa dessas. Alguns neodarwinistas, porém, não terão esse problema porque consideram que as habilidades são frutos de mutações aleatórias.

Por outro lado, cria-se também um problemão para quem, como os criacionistas, acredita numa predileção do criador pelos humanos, pois demonstra que pelo menos uma de nossas habilidades é comum a outros animais.

A natureza gosta mesmo de brincar com nossos preconceitos.

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Cientistas italianos descobriram que pintinhos de “cinco dias de idade” sabem somar, de acordo com uma experiência publicada nesta quinta-feira pela revista Proceedings of the Royal Society, segundo confirmou à Agência Efe a pesquisadora Rosa Rugani.
Pesquisadora da Universidade italiana de Pádua, e membro da equipe responsável, ela explicou que já se conheciam as habilidades de alguns animais, como os macacos, que também têm “capacidade ordinal”, ou seja, que além de contar sabem ordenar os diversos objetos que contam.

No entanto, a pesquisa italiana consiste em provar a “capacidade numérica”, já que seu experimento eliminava “outros tipos de informação” como o tamanho e o perímetro dos objetos contados pelos pintos.

A experiência conseguiu provar que eles eram capazes de fazer operações como “1 + 1” ou “3 – 2”, quando os introduziam em caixas com bolinhas de plástico amarelo que confundiam com outros indivíduos iguais a eles.

Os pesquisadores partiram do princípio de que os pintinhos recém-nascidos costumam se juntar aos maiores grupos de indivíduos iguais.

Assim, eles colocaram cinco bolinhas idênticas junto aos e, em seguida, as dividiram em um grupo de três o outro de dois. Como viam as bolinhas “como companhias”, eles souberam discernir qual era o grupo maior para se juntar a ele.

Em seguida, numa fase mais “pesada” do teste, os pesquisadores escondiam os mesmos objetos atrás de telas e, depois, os trocavam de uma tela à outra, mas permitindo que os pintinhos vissem como eles faziam essa troca.

Em 75% dos casos, os pintos foram para trás da tela onde mais bolinhas haviam sido escondidas e a cada vez em que eles eram trocados, o que, segundo os pesquisadores, demonstrou que eles têm uma capacidade inata para somar, mesmo sem estar vendo continuamente os objetos em questão.

Rosa Rugani se formou em Psicologia Experimental pela Universidade de Pádua há seis anos com a tese “Memória de trabalho no frango doméstico (gallus gallus): uma pesquisa através da resposta condicionada”.

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