Bonzinho tem que se foder – parte 6 de 10


O causo era que o amigo havia conseguido a proeza de rodar sozinho numa rodovia, após sair dum churrasco de outro amigo. E como estava sem seguro, ligou para o amigo e pediu que esse batesse no seu carro para forjar um acidente e o seguro dele pagar o prejuízo. Depois de uns cento e vinte e nove nosso palavrões, assim foi feito. Em seguida ligaram para a seguradora, que enviou um guincho ao local. E naquele instante iam fazer um boletim de ocorrência tardio e fajuto para poder pedir a cobertura. Por sorte, choveu logo em seguida do fato, o que explicaria porque não tinham chamado a polícia antes. E também rendeu mais duzentos e trinta e oito palavrões seguidos.


A coisa correu fácil, apesar da demora, o amigo relatou o ocorrido, ele só soltou grunhidos confirmatórios. Papelada assinada, foram dar conta do terceiro problema do dia. Na verdade, o problema propriamente dito.


Entraram no carro e começaram a falar da bunda da policial que os atendera.


─ Chega de papo furado. Você é um idiota. E eu tenho provas. Um caminhão delas. Uma frota.

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