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Estranhezas?

 

Veja bem. Veja bem. Lembremos do bordão: quem não se comunica, se estrumbica.

E uma prova viva disto foi dada por dois psicólogos europeus. Tiveram uma idéia supimpa: tacaram um monte de gente a assistir comédias românticas e depois foram ver qual era a das suas vidas afetivas reais. Concluíram coisas bacanas, como essa: “Terapeutas de casais vêem com freqüência casais que acreditam que os homens e as mulheres querem coisas bem diferentes de suas relações, que o sexo deve ser perfeito sempre, e que se uma pessoa foi ‘feita para você’, então ela vai saber o que você quer, sem que você precise comunicá-lo. Agora temos algumas evidências que sugerem que a mídia popular tem um papel em perpetuar essas idéias na mente das pessoas.”

Por gentileza, leia com atenção. A culpa não é da mídia, eles não falam isso. A idéia já está lá, os filmes só a usam e, quando muito, a reforçam, para manter o jargão.

O resumo da historia é o seguinte: Os filmes capturam a excitação de um novo relacionamento, mas eles também sugerem, erradamente, que a confiança e o amor comprometido existem a partir do momento em que as pessoas se conhecem, enquanto que essas qualidades, normalmente, levam anos para se desenvolver“.

Sem falar que os filmes acabam no momento em que o casal decide e/ou consegue ficar junto. E as contas? Por que ninguém faz um filme sobre as contas do casamento dos sonhos?

O estudo foi levado a cabo por Bjarne Holmes e Kimberly Johnson, professores da Universidade Heriot-Watt, de Edimburgo, Escócia e teve a participação de centenas de pessoas.

O mais interessante é a expectativa de que o par não deve apenas ser um príncipe, princesa, mas também um mutante telepata, Charles Xavier no corpo do Superman. Como, exatamente como se pode esperar ser entendido sem comunicação verbal simples e direta? Como a mulher pode saber que o cara quer uísque ao invés da cerveja de sempre? Ou como o cara pode saber que ela quer ir ao cinema e não jantar na casa da mãe? Ou como alguém pode saber o que diabos passa pela cabeça do consorte se este não abre a boca? Ok, ok, há algumas situações possíveis, em que sinais possam ser utilizados, ainda que daquele jeito, mas no geral da vida, inclusive quanto a sonhos e tudo o mais?

Talvez as pessoas esperem isso umas das outras porque não sabem se realmente têm direito a tais coisas e então ficam envergonhadas de dizer. Se é que não sabem que não têm direito algum. Como o menino travesso que fica meio sem jeito de pedir uma bicicleta para Papai Noel. Noutros termos fica até engraçado: ele acha que ela acha que ele não merece o que ele quer que ela faça, então prefere não pedir porque tem vergonha, mas espera que ela saiba o que ele quer e faça mesmo assim, porque, afinal, ele não pediu, mas foi ela que sacou o que ele queria, se ela faz espontaneamente, então não é injusto que ele consiga dela o que ele quer. Ou vai ver ninguém sabe falar a língua nativa direito porque a educação é uma merda em todo canto do mundo…

E tudo isso nos lembra o bom do pessimismo: se todo sonho é uma frustração em potencial, não sonhar é tiro e queda.

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