Um dia desses – parte 2

A professora jogou-o em cima da mesa e arrancou-lhe as calças.

O velho gemeu, caiu de lado babando, contorceu-se e morreu. A linda jovem

foi tomar banho. Preciso recomendar essa nova marca às minhas amigas, pensou.

Veio a mais de cem, o sinal fechado. Passou pelo cruzamento, mas não pela jamanta trinta e cinco metros a frente.

” era mais de meia noite quando o marreco do Padre Chico bicou a perna da

Dona Florisbela que tinha ido ali almoçar…”.

A panela de pressão beijou o vaso sanitário, o chuveiro despencou, o troféu foi parar embaixo da cama, os cabelos da mulher dançavam, junto com os papéis, pela casa.

Mais ao sul, um prédio em chamas consumiu ratos, baratas, mendigos, um pouco de história e muitas provas de algum escândalo.

Esperava tudo por seu comportamento, menos que a professora ficasse nua, de salto alto com um chicote na mão.

Chegou até ela, cuspiu de lado, deu uma tragada, ergueu as calças, arrotou e colocou a mão na sua coxa esquerda.

— Renato, você vai me amar para sempre?

— Que tal até Terça-feira?

A fumaça enchia a casa, a bíblia repousava descabelada sobre o fogão, o armário e o guarda-roupa trocavam confidências, marido e mulher tentavam ganhar a rua, mas a chave da porta estava na privada. ” e foi então que o major silva pulou nas costas da dita cuja…”.

Lia o jornal na praça, não sabia de quando era. Estava mais pobre do que há cinco minutos. O molequinho de nariz ranhento, por sua vez, estava mais rico.

E o sol se pôs.

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