Conto de Boa Noite – parte 9

Mães que mataram filhos, filhos que me pagaram para matar suas mães, maridos e esposas infiéis, sócios desleais, meninas tão ingênuas quanto ambiciosas abusadas, drogados e traficantes, tudo que conhecemos e vivemos tentando esquecer me procura. Eu atendo para não esquecer. Para que ninguém esqueça. Porque há inocentes e culpados e a diferença é só a opinião pública, a dor é democrática, a fraqueza é nossa igualdade.

Tomo seu tempo.

Nos conheceremos logo. Serei simpático, agradável. Estarei meu apresentável, com, permita-me a metáfora, boas referências. Não muito incomum de se ver, só difícil de se sustentar, como sua experiência pode comprovar. Suas más experiências. Tua dor, delas resultante, não satisfez alguém. Por isso essa preliminar.

Agora não confiarás em muita gente e perderás oportunidades e saberás disso. Mas o medo será maior que tua razão. Mesmo assim nos veremos exatamente como disse, porque terás ajuda dos amigos, que com sua fraqueza habitual, preparar-te-ão para mim. Já que sabes disso também, perderás alguns deles pelo seu próprio pânico, mas vencerão tua resistência. Até lá, estarei vendo, será a preparação. Até mais, então.

Cordialmente, um amigo.

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